
Fica fácil e visível para qualquer pessoa, moradora, visitante ou de passagem á região, perceber o quão são desassistido nossos bairros em se tratando de áreas de uso público: existem poucos espaços culturais e para o lazer; como quadras de esportes, pistas bike e de skate, bibliotecas, palco para apresentação de bandas e grupos teatrais locais e shows, oficinas de artes e cursos profissionalizantes, áreas verde, etc. Para isso, levantei aqui alguns pontos a salientar e iniciarmos uma discussão sobre quais os melhores caminhos a ser direcionados para o real desenvolvimento, partindo sempre do ponto de vista das prioridades em primeiro plano, com entendimento e a participação das comunidades envolvidas.
E notório afirmar que o maior e mais visível de todos os problemas

sofridos regionalmente começa na falta de boas políticas de moradias populares e da ausência dos bens públicos de serventia ás comunidades visando o desenvolvimento
Todos sabem que casa própria é o primeiro item de consumo que o individuo comum precisa para o seu conforto, mas a verdade é que, poucos alcançam esse sonho. É fato que, as políticas habitacionais tenham obtido algum avanço, mas comparado á demanda da população, a maioria fica mesmo a mercê do beneficio e mal podem consumir alimentos de qualidade, quanto mais um simples lar para residir dignamente.
A causa maior do déficit habitacional tem como base o baixo poder aquisitivo da população em geral, a falta de planejamento de políticas adotadas e principalmente fundamentadas no simples fato da demanda esuperar a demanda...

O prédio na foto ao lado, construido em área pública foi embargado pela prefeitura em 1990 antes da obra ser acabada , continua até hoje fechado esperando a liberação. 'Não caberia ai uma biblioteca,?
o espaço é público? se é particular oprque foi inteditado?
Normalmente todos necessitam de um lar, bens de consumo e utensílios diversos, todos querem consumir e construir a sua morada, é um sintoma natural do ser humano. Entretanto, o que aflige são as diferenças sociais e a distancia entre o poder de posse dos mais rico para com o mais pobres, é uns possuir tanto em detrimento do direito dos outros ... Os prédios fotografados pela nossa reportagem mostram o exato abandono e a precariedade em que se encontram, enquanto que a população próxima não tem os espaços de devidos para uso próprio individual nem coletivo.

Notem ao fundo, a imagem das casas empilhadas! edificadas precariamente, e com várias famílias residindo em pequenos cubículos, ou ás margens dos córregos poluídos, conforme na foto; há pessoas morando de forma sub-humana, falta de tudo, saneamento básico, locais de alto risco e com todas as suas conseqüências sofridas !! Uma situação que se torna comum na nossa sociedade alternativa, e a gente nem estranha mais tal atrocidade.

Enquanto tantos prédios construídos e embargados, obras iniciadas e paralisadas, edificações inacabadas e abandonadas, servem de esconderijos de bandidos e espaços vagos para nada, a necessidade local fica perene. A zona norte por exemplo, é uma das regiões da cidade de São Paulo, considerada um grande pólo tecnológico, além de uma das mais altas rendas per capita do Brasil, porém em total contraste com estes dados, vejo uma situação social assustadora: vários bolsões de pobreza que se espalham pelos bairros onde ando. Esse contexto desolador foi o que me levou a pensar na oportunidade de criar uma fonte de informação de cidadania e e possibilitar uma difusão dos conhecimentos sobre o assunto, com o objetivo de refletir e propor alternativas de melhorias á nossa região, principalmente nos bairros da periferia, que tem sido os mais esquecidos nos últimos tempos...
De todos os projetos de inclusão até então oferecidos pelos setores públicos, poucos dos bairros contemplados são da pereifria na zona norte, que em quase nada tem propiciado alternativas de cultura, lazer, esporte e formação para os moradores. A desculpa é sempre a falta de espaço físico para edificação e instalações de áreas ao uso coletivo, alegando que a periferia teve crescimento desorganizado, vitimando a causa e o efeito aos próprios cidadãos como se o estado de direitos não tivesse a sua culpa.

Assim, a meu ver deve-se sim estimular o encontro entre pessoas dos bairros para uma integração e conseqüentemente com isso trazer a tona o dialogo, o embate de conhecimentos e começarmos debater sobre as perspectivas de organização popular, e de participação para iniciativas, sair á busca das melhorias para os bairros em trabalhos conjuntos e articulados, desenvollver a auto-estima, além de troca de experiências. Estimulando o uso, pelos moradores, dos espaços públicos existentes na comunidade - como a escola mesmo que provisoriamente -tornando-os possíveis fontes de alternativas de formação e lazer nos bairros. Mas sempre olhando para estes prédios abandonados e imaginar em que podiamos trasnforma-los em fontes de luz e de melhor utilização pública a uso de todas as comunidades...
Robinson Dias/
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