
Fica fácil e visível para qualquer pessoa, moradora, visitante ou de passagem á região, perceber o quão são desassistido nossos bairros em se tratando de áreas de uso público: existem poucos espaços culturais e para o lazer; como quadras de esportes, pistas bike e de skate, bibliotecas, palco para apresentação de bandas e grupos teatrais locais e shows, oficinas de artes e cursos profissionalizantes, áreas verde, etc. Para isso, levantei aqui alguns pontos a salientar e iniciarmos uma discussão sobre quais os melhores caminhos a ser direcionados para o real desenvolvimento, partindo sempre do ponto de vista das prioridades em primeiro plano, com entendimento e a participação das comunidades envolvidas.

E notório afirmar que o maior e mais visível de todos os problemas sofridos regionalmente começa na falta de boas políticas de moradias populares e da ausência dos bens públicos de serventia ás comunidades visando o desenvolvimento
Todos sabem que casa própria é o primeiro item de consumo que o individuo comum precisa para o seu conforto, mas a verdade é que, poucos alcançam esse sonho. É fato que, as políticas habitacionais tenham obtido algum avanço, mas comparado á demanda da população, a maioria fica mesmo a mercê do beneficio e mal podem consumir alimentos de qualidade, quanto mais um simples lar para residir dignamente.
A causa maior do déficit habitacional tem como base o baixo poder aquisitivo da população em geral, a falta de planejamento de políticas adotadas e principalmente fundamentadas no aumento da demanda e não atendimento da demanda.
Normalmente todos necessitam de um lar, bens de consumo e utensílios diversos, todos querem consumir e construir a sua morada, é um sintoma natural do ser humano. Entretanto, o que aflige são as diferenças sociais e a distancia entre o poder de posse dos mais rico para com o mais pobres, é uns possuir tanto em detrimento do direito dos outros ... Os prédios fotografados pela nossa reportagem mostram o exato abandono e a precariedade em que se encontram, enquanto que a população próxima não tem os espaços de devidos para uso próprio individual nem coletivo.

Notem ao fundo, a imagem das casas empilhadas! edificadas precariamente, e com várias famílias residindo em pequenos cubículos, ou ás margens dos córregos poluídos, conforme na foto; há pessoas morando de forma sub-humana, falta de tudo, saneamento básico, locais de alto risco e com todas as suas conseqüências sofridas !! Uma situação que se torna comum na nossa sociedade alternativa, e a gente nem estranha mais tal atrocidade. Contudo, enquanto são tantas as obras iniciadas e paralisadas de prédios e arranha-céus semi-construídos continuam vazios e embargados, servindo de esconderijos á bandidos e outros fins inadequados espaços vagos para nada, a necessidade das populações locais fica perene e em segundo plano.

A zona norte, por exemplo, uma das regiões da cidade de São Paulo considerada parte integrante do maior centro financeiro do pais, além de uma das mais altas rendas per capita do Brasil, mantém ainda no paralelo uma grande diferença social, é o imenso contraste social, numa situação tão assustadora que há bairros que só não se extinguiram ainda devido a garra dos que mesmo com a falta de recursos são fortes e vão á luta: São vários os bolsões de pobreza que se espalham pelos mesmos bairros onde obras abandonadas sobram. Esse contexto desolador foi o que me levou a pensar na oportunidade de criar uma fonte de informação de cidadania e possibilitar uma difusão dos conhecimentos sobre o assunto, com o objetivo de refletir e propor alternativas de melhorias á nossa região, principalmente nos bairros da periferia, que tem sido os mais esquecidos nos últimos tempos...
Robinson Dias
Nenhum comentário:
Postar um comentário